segunda-feira, novembro 23, 2009
Novidade
De volta
Sem paciência, sem novidade, sem tempo...
Mas ultimamente tenho tido vontade de compartilhar algumas impressões e acho que vou voltar a utilizar isso aqui como meio de debater algumas opiniões com amigos e desconhecidos.
Lá fora os termômetros marcam 33°C e ainda nem chegamos às 9h da manha. Tenho 2 ventiladores ligados no quarto e uma garrafa de água ao pé da cama. Vou terminar uma análise do Plano Diretor do Rio de Janeiro e mais tarde, quem sabe, compartilhar com vocês um pouco de minhas inquietações.
sábado, setembro 27, 2008
primavera
Muita coisa pra fazer, tempo quase nenhum. Entre escrever artigo, ler um mundo de textos, estudar pra concurso, fazer prova, apresentar painel em seminário... acabei no na emergência do Hospital com com uma crise de gastrite. Nunca soube que tinha isso. Cada troço que me aparece. Ainda bem que o Filipe me acudiu na hora H.
Mas aí estou em contagem regressiva. doida pra chegar na terrinha. Comer caranguejo, encontrar com os amigos, comer sushi, ir à praia, passar um dia inteiro no salao de beleza... Ai... nao vejo a hora de chegar e dar um abraço nos meus pais. E um chute na Pituca, lógico! rsrsrsrs
quinta-feira, setembro 11, 2008
acréscimos!
Mas eis que voltando do francês o Filipe me fala: "Tenho uma coisa pra ti." E tira da mochila um panfleto tosco, feito em alguma xerox clandestina dessas. Na frente, a xerox de uma foto da casa e garagem flutuantes. No verso: VOTE em Luis Brito. Tá bolado? VOTE 40.171. Nao vote nos endinheirados. Vote no 171. Vamos fazer raiva à eles! O número 171 é um trocadilho...
AHAHAHAHAH
Mais engraçado do que isso, só a candidatura do Papai Noel do Benfica pelo PSol!
segunda-feira, setembro 08, 2008
Como pode existir uma cidade assim?
Aqui é mesmo uma cidade louca. Dia desses tava assistindo TV e reparei que a repórter estava usando um colete a prova de balas. Pensei: Meu Deus! Isso nao é uma jaqueta de reportagem é REALMENTE um colete a prova de balas. Isso é normal?!!!
Mas nessa cidade a gente também é refém do transporte "alternativo". Que de alternativo nao tem nada, já que não vamos a lugar algum se formos esperar pelo transporte público. Mas existe também uma "vantagem". Pegar van é mais seguro, pq elas fazem parte do esquema das milicias e por isso é mais difícil ser assaltado. Mas também tem que pegar as vans credenciadas, porque pegar uma piratona, daquelas que vem tomar "freguesia" dos motoristas de vans estabelecidas é batata rolar um assalto básico.
Outro dia, quando estava passando pela ponte para ir para a Ilha do Fundão, ao contemplar a vista da bahia da Guanabara, vejo um grande barco com uma casa de 2 andares em cima. Uma casa flutuante!!! (Não... não estava com uma máquina fotográfica pra comprovar...) Semanas depois, novamente indo assistir aula, passando pela mesma ponte vejo outro barco. Desta vez com um carro em cima e ninguém ao redor. (Merda! agora tento sempre andar com uma máquina na bolsa para flagrar as arrumações daqui)
Aqui os dias são bonitos após um dia chuvoso, porque somente assim a poluição desce e você pode ver a paisagem mais ao horizonte. Em dias normais os morros e edifícios se perdem na fumaça dos carros.
Pois bem... outra novidade é que passei horas em uma fila imensa para comprar o ingresso do Show da Madonna, já que na internet não deu pra comprar. Pois é... EU VOU!
No mais, só muito estudo.
domingo, agosto 03, 2008
De férias, no inverno, no Rj e na pindaiba.
Marcelo passou aqui pra assistir um filme coma gente. Mas como sexta feira é sempre dia de farra, o Flávio liga chamando para irmos a um samba perto do aeroporto Santos Dumont. Mesmo o Marcelo tendo muito o que estudar, resolvemos ir. A vontade de tomar uma cerveja era mais forte do que fazer um programa de domingo.
Chegando lá, na mais nada menos que um grupo do Império Serrano tocando um samba de mesa daqueles. Muita conversa, muita gargalhada, muito samba e muita cerveja. Voltamos às 5 da manha, assistindo o povo varrer o chao colocando as cadeiras viradas por cima das mesas.
Passei o sábado de ressaca. Nao me lembro da ultima vez que fiquei com tanta ressaca. Como o Filipe disse: "Tava na mao do palhaco."
Outras coisinha ainda rolaram nesses dias: Pao de acucar, cinema com a Renata do shopping em Bangu (aff... como é looonge), samba na Lapa com direito a conhecer a respectiva do Wendel, passeio de barca a Niterói...
No mais, ainda mauita saudade dos amigos.
quinta-feira, junho 05, 2008
Depois de um longo inverno
Tudo bem… tudo bem… um tempo sem dar notícias, mas é assim mesmo, to aqui pra contar que eu estou tendo tudo o que estava desejando.
O mestrado do IPPUR correspondeu a cada expectativa minha. O primeiro bimestre acabou há um mês a ainda não consegui me recuperar das provas. É... não dá tempo pra respirar. E eu que pensei que era brincadeira quando falaram que tem professor que não respeita aluno que não esteja no final do bimestre com olheiras. (Sim... já tenho as minhas.) Tenho realmente enfiado a cara nos livros, mudando a cada dia meu jeito de ver o mundo.
Aqui no Rio é tudo meio surreal. Pra começar que a política aqui é um ninho de cobra. E não é só de corrupto não. É de bandido mesmo. Vi um dia desses que dos 70 deputados da assembléia daqui, 33 respondem por processos, dentre eles os mais escabrosos possíveis. Vide processo de aprovação de leis na assembléia do rio.
O crime organizado é meio que endeusado pela juventude dos morros, a milícia toma conta do pedaço, tem a corrupção nas instituições, tem o esquema das vans, do jogo do bicho, enfim... o caos. E não sei como essa cidade continua a funcionar. Talvez porque o Rio realmente seja liiindo e os cariocas não gostem tanto deles para agir com mais urbanidade, lutar mais por justiça social, ter menos futebol na veia e pensar em adquirir um corpo político de respeito.
Um dia no msn um amigo me perguntou o eu estava lendo no mestrado. Bem... to levando uma pancada no juízo. De cara tive que ler “O Capital” (não precisa dizer que o IPPUR é de abordagem marxista né?). Paralelamente a isso, nada mais ligth que Adam Smith, Ricardo, Weber, Durkheim, Foucault, Kuhn (que me vem logo a pergunta do Arthur: Como Foucault teu Kuhn?). Mas isso já ta sendo superado por Keynes, Schümpeter, Topalov, David Harvey, Lefevre, Francisco de Oliveira, Hobbes, Locke, Rousseau, Lenin, Gramsci, Manuel Castells, e outras leituras leves.
Agora acho que vocês devem estar entendendo porque não ando postando muito nesse blog, porque não apareço tanto msn, porque passo tanto tempo sem vaguear pelo orkut...
Vou tentar escrever quando der.
domingo, março 02, 2008
Muita gente vindo
Sim, a Joisa chegou. Antes dela o Tim que resolveu vir de Berlim para passar 4 meses estudando por aqui. O apartamento tá superlotado. Cinco pessoas aqui já provoca engarrafamento no banheiro, encontrões na cozinha, pisões em quem estiver dormindo no colchonete na sala. Mas enfim... tá tudo muito divertido pelas gargalhadas que conseguimos dar nos papos loucos que rolam durante o dia.
Se tudo der certo amanha estaremos com a chave de nossa nova morada
Esta semana ganhei violetas. Coisa boba pra muita gente, mas que pra mim foi super especial. Dou um sorriso cada vez que passo pelo jarrinho. Ensinaram-me a cuidar e a regar somente uma vez por semana. Acho que foi a primeira de várias flores que virão.
Ando muito ansiosa. Com saudade de muita gente, mas ao mesmo tempo sentindo que estou no lugar certo.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Vida nova!
Pois bem… vida nova na cidade maravilhosa. Um tempinho sem escrever aqui, mas tentarei descrever as sensações.
Minha última semana em Fortaleza foi um pouco conturbada. Caixas pra embalar, entrega de trabalhos, visita a amigos e almoços com a família. Não tive tempo pra organizar botafora, mas minha amiga promoter Val, juntamente com minha amiga retirante Joisa, deram um jeito e conseguiram reunir alguns amigos na casa do Markus na noite do meu embarque. Foi bom encontrar amigos, conversar e despistar o frio na barriga que me acompanhou toda a semana. Quando cheguei em casa só deu tempo de cochilar 2 horas antes de ir para o aeroporto. Meus pais não agüentaram esperar eu entrar na sala de embarque e foram embora. (e nem sei se eu agüentaria.) Faz duas semanas que estou aqui e a saudade deles já começa a apertar.
Minha chegada ao Rio foi confortante. Olhares felizes no táxi. Enfim...
Participei da palestra de apresentação do curso e me tranqüilizei com a perspectiva de bolsa. A partir daí, parti para a missão quase impossível: alugar um apartamento aqui.
Agora entendo muito bem porque a aluguel deixou de ser solução habitacional nesse país. Não se aluga sem fiador ou, no caso de não ter fiador, o seguro roubador. O fiador não pode ser de fora do município, apesar do Brasil estar sob o mesmo regime jurídico. Tem que ter propriedade, nome limpo na praça e apresentar contracheque que totalize 3 vezes o valor do aluguel do imóvel que se pretende alugar. Você conhece alguma alma caridosa que se arrisque a ser fiador de alguém? O fato é que nesse sistema arcaico, mesmo se eu apresentar o escritura de 3 imóveis no nome de alguém da família que queira ser meu fiador isso não é aceito porque TEM QUE SER DO MUNICÍPIO. No meu caso eu encontrei uma amiga em Niterói que quis ser minha fiadora e não aceitaram por ela ser de Niterói e não do Rio de Janeiro. Enfim... com a faca no pescoço irei pagar uma grana alta por uma apólice de seguro roubador (ops) fiador, mesmo sabendo que não vou atrasar aluguel nenhum. Essa grana eu nunca mais vou ver. Nem o velho depósito calção hoje em dia é aceito. É... é realmente difícil de se morar nesse país.
Encontrei com a Val na Lapa esse final de semana. Essa aí se perde quando chega por aqui. Foi bom para matar a saudade. Pena que ela não tenha vindo junto pra morar por aqui.
No domingo resolvi fazer uma caminhada na floresta da tijuca. Bem... foram 2Km de subida e 2 de descida em uma das trilhas do parque até o cume de um dos morros. Boa companhia, boas gargalhadas, ar puro, natureza e 3 dias de dor nas pernas pela falta de condicionamento físico.
Consegui um apartamento muito legal aqui na Ilha do Governador. Tomara que tudo dê certo para a locação. Estou contando os dias para o início das aulas. No mais vou tentar manter isso atualizado.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Que venha 2008.
Algum tempo sem postar nada. Talvez porque muita coisa tem acontecido, talvez porque quase nada que interesse à alguém além de mim para ser descrito. Enfim... Momentos especiais vividos com pessoas especiais.
Natal com a família. Presentes, presentes e mais presentes. Não somente presentes materiais. Ganhei presentes mais importantes e mais marcantes, daqueles que valem a pena.
Ano novo também foi maravilhoso. Com meus amigos, numa rede na varanda, jogando baralho, comendo carangueijo na beira do mangue, caminhando na praia de Ponta Grossa, comendo arraia na praia da Peroba, assistindo os fogos em cima das falésias de Canoa Quebrada... Muito bom estar com amigos.
Fest Val como sempre arrasando. Fotos, fotos e mais fotos. Como a Valéria mesmo diz: “São inúmeras fotos que ela sabe que eu não vou nunca mais ver na vida.” Mas tentarei enviá-las! Na fila: Joisa, Val, Ailton e Erica. A preguiça de selecionar é que é fod...! Mas depois do aniversário da Val, depois de discutir com o carinha do caixa por cobrar 20% na minha comanda, fomos para o bloco do Amicis com a Unidos da Cachorra e depois esticamos para o Benfica. O sábado foi pancada mesmo.
Praia da lagoinha no domingo com primos. Liiindo. Tudo muito liiindo. Na segunda só despedidas. De volta ao trabalho, caindo na velha rotina, na velha correria, no velho desespero.
E daqui a exatamente um mês estarei deixando a terrinha rumo ao RJ definitivamente. Não sei nem se vai dar tempo deu resolver minha vida por aqui e ter uma despedida de vergonha. Enfim... espero ainda encontrar o povo até lá.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
A nova mestranda
O Arthur passando no IPPUR junto comigo.
A Joisa passando para o doutorado no IPPUR.
A Camila passando no PROURB.
O Taiti, a Sara e a Giselle se formando.
O Renato e a Denise indo fazer pós-doctor em SP.
bem... Feliz Natal e Próspero ano novo pra vocês.
já estou preparando minha mudança
Escrito a quatro maos
sábado, dezembro 08, 2007
Sábado parecido com domingo
Ontem fui à confraternização da “turma do bairro”. Mais um ano que nos reunimos no Caicó da Zé Bastos e aprontamos aquela confusão. Troca troca de presentes, muita gargalhada, mímicas, piadas... Foi realmente uma noite muito divertida em que os amigos conseguiram burlar os atropelos da vida para se reencontrar. A Ana Amélia como sempre consegue arranjar as brincadeiras mais cômicas e fazer todo mundo passar vergonha. Vou fazer um grande esforço para próximo ano estar aqui em Fortaleza nessa época e não perder nossa reunião anual de natal.
Hoje é o aniversário de alguém muito especial. Estou preparando um presente bem original. Vou entregá-lo meio atrasado, mas acho que não terá importância.
E acordando hoje bem cedinho, resolvi ir á praia com a Joisa. Para os que me conhecem, sabem que praia pra mim, só depois do meio dia. Mas, como ultimamente estou da pá virada, cheguei hoje na Vira Verão 8:30 e me deparei com a praia “vazia”. Sim, 8:30 da manhã do sábado não tem quase ninguém na praia. Aquela mesa que espero mais de meia hora para encontrar em domingos habituais estava lá, para escolher em que canto sentar. Infelizmente cheguei a conclusão que o mau atendimento da barraca não é porque ela está sempre lotada, é porque os garçons são lerdos mesmo. Quando chegamos na barraca tinha mais garçom que cliente e mesmo assim precisamos nos estressar com o gerente para sermos atendidas. Pedimos água de coco para SETE garçons que passaram pela nossa mesa e NENHUM pôde atender “porque não era a área de atendimento deles”. Quando o nosso garçom resolveu aparecer parecia que tinha esquecido de acordar. Mas a raiva passou quando os caranguejos chegaram. Muito grandes e gordos. E a água do mar tava cristalina. Nunca tinha visto a água do mar da praia do Futuro tão limpa. É... evitei ostra por hoje. Realmente, nos últimos dias, não seria uma boa idéia comer minha costumeira dúzia de ostras na praia. Tô contando as horas pra chegar na cidade maravilhosa. Tomara que tudo dê certo.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Desejos
Quero seguridade social, carga horária definida, quero condições de trabalho, vale transporte, vale refeição, férias e décimo terceiro. E, principalmente, quero ter meu dinheirinho caindo na minha conta TODO mês. Não quero salário astronômico. Quero apenas um salário que me permita comer fora de vez em quando e comprar presentes de natal para meus pais. Tô querendo demais? Querer isso é crime?
segunda-feira, novembro 26, 2007
Ansiedade
Espera por resultado. Contagem regressiva. Espera pelo final de ano. Espera pelo início das aulas. Espera por um carinho. Ai... enquanto isso, eu leio um livro.
domingo, novembro 18, 2007
ValeimeuDeusu!
Pois é... cheguei semana passada do Rio. Muito bom. Muito bom mesmo. Adorei as provas, passei no PROURB e espero ser chamada para a entrevista do IPPUR.
Mas mal cheguei e lá vamos nós. Tudo atrasado no trabalho. Tempo curtíssimo.
Bem... e aí... a bruxa se solta, meu laptop dá pau com toda a minha pesquisa e projetos de clientes dentro, a máquina de lavar quebra e o conserto vai quase a metade do valor a própria máquina e, pra completar, o ferro de passar roupas queima (literalmente pega fogo).
Fazer o quê, né? O negócio é colocar um biquíni e ir tomar uma cerveja bem gelada na praia.
sábado, novembro 17, 2007
Ao longe, ao luar
No rio uma vela
Serena a passar,
Que é que me revela?
Não sei, mas meu ser
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.
Que angústia me enlaça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
Na noite que fica.
Fernando Pessoa, 5-08-1921
quinta-feira, novembro 01, 2007
Cidade Maravilhosa
Pois bem… estou aqui no Rio. Cidade maravilhosa.
Após o resultado de que passei no mestrado da USP, veio uma certa tranqüilidade quanto a prova do IPPUR. Não estarei com aquela pressão do ano passado de ser agora ou nunca. Na pior das hipóteses estarei
Agora estou aqui, estudando e rezando para morar nessa cidade linda. O curso é mais pesado do que a USP, mas não estou procurando moleza. Então... vamos batalhar!
Conheci pessoas interessantes e enfrentei uma decepção que eu já sabia que iria ter. Mas, por já esperar, não tem me afetado tanto.
Tenho saudades de meus irmãos e ando pensando muito nos meus pais que passaram esse tempo todo me apoiando.
Queria muito mostrar pra eles que não foi em vão.
Ontem tive uma conversa muito legal com o Filipe, tomando uma cerveja depois da prova do PROURB. Ao falar de perspectivas e das relações promíscuas de trabalho daqui do Brasil, lembrei do Thales que a todo tempo se preocupa comigo e lembra que apesar da paixão, eu teria que me preocupar com dinheiro. É.... e não sei se esse caminho que estou escolhendo garantirá o pão de cada dia. Quem garante que um diploma de mestre assegura um emprego depois? Aiii... o sonho da estabilidade!
Vontade de tomar um banho de mar. Mas só depois que passar tudo.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Fechada pra balanço
Aos que reclamam que estou sumida, aviso: vai piorar :P