sexta-feira, maio 18, 2007

Postagem atrasada

é... faltaram relatos sobre minha ida a Curitiba. (Bem que algumas coisas vou preferir guardar só pra mim. E não me pergunte em que eu estarei pensando quando me vir com aquele sorriso no canto dos lábios.)

A cidade é realmente belíssima. Imagino o quanto seja bom morar lá com todo aquele verde e todos aqueles parques. Conheci pessoas novas, assisti apresentações de trabalhos fantásticos, reencontrei amigos (momentos especiais), peguei um frio de rachar, gripei, mas voltei feliz da vida.

Lições aprendidas: antes de ir para o Sul nessa época do ano passe 2 semanas tomando vitamina C; leve máquina fotográfica para registrar momentos legais da viagem, não compre créditos da Telefônica wireless no aeroporto (os créditos expiram em 24 horas. aff!)

Hoje me preparo para ir ao Congresso da ANPUR em Belém. Acho que vai ser super interessante. Agregar mais conteúdo à minha pesquisa, meus estudos, minhas reflexões. Espero passar 1 semana movida a takaká. Me dá água na boca só em pensar nas iguarias do Pará. Na volta começo um novo ciclo, com novas atividades, novo cantinho, nova rotina.

As coisas começam a se encaixar.

segunda-feira, maio 14, 2007

Desaforada sim

Bem... Depois da matéria absurda sobre habitação veiculada no Jornal o Povo de hoje, resolvi escrever uma carta ao ombudsman. Para não repetir meus argumentos vou reproduzir a carta na integra abaixo. Se alguém se solidarizar pode ainda mandar outros comentários para: ombudsman@opovo.com.br

Bom dia.

Venho escrever a este jornal para chamar atenção sobre a superficialidade a qual a temática da habitação foi abordada hoje na matéria “Vivendo sob um teto irregular” de Yanna Guimarães.
A matéria é completamente sem sentido e aborda a temática de maneira não lógica. Chego até a afirmar que boa parte das informações não corresponde à realidade, pela simples utilização da matemática. Ou então, acredito que a jornalista não deva estar falando de Fortaleza.
Sou arquiteta urbanista e trabalho com políticas públicas para habitação de interesse social há pelo menos 5 anos e acompanho de perto o desenvolvimento das ações da prefeitura na área como profissional e cidadã, fazendo meu trabalho de monitoramento.
O primeiro ponto que quero abordar é quanto à afirmação de que “a quantidade de ocupações está em processo de redução”.

Primeira pergunta: De onde a jornalista tirou isso? Não existem dados oficiais sobre isso (o último censo de favelas OFICIAL para Fortaleza data de 1991, feito pelas SETAS) e a sociedade civil faz pesquisas por amostragem. O que faz com que não possamos afirmar categoricamente o que foi dito aqui na matéria. Uma pesquisa desse tipo é muito séria, necessita de profissionais da área e metodologia palpável para dar confiabilidade aos dados. Esse tipo de pesquisa só a máquina administrativa tem condições de aplicar, pois necessita da estrutura de uma administração pública ou do IBGE. (Porque às vezes mesmo o número de favelas continuando o mesmo, elas podem estar inchando, o que continua a ser um problema.)

Segunda pergunta: Se “a quantidade de ocupações está em processo de redução”, como ela pode explicar a seguinte afirmação “Somente a partir do fim de 2002, esse número, que era de 719 e havia aumentado consideravelmente, começou a reduzir, chegando a 724, quase o mesmo de 1997.”? Pra falar a verdade não entendi direito o sentido que ela quis dar à redação.

A matéria, além de mal escrita, transparece a passividade do jornalista que não está atento para as notícias “espetaculares” dadas pelo poder público e nem vai atrás de comprovação. O espírito investigativo e a sensibilidade passaram longe quando a jornalista tentou se arriscar a abordar a temática. (Se não tem noção do que seja o problema, melhor não escrever tolices!)
O segundo ponto que me chamou atenção foi: “Conforme a Habitafor, até 2005, em todas as gestões municipais, somente 12 mil casas foram entregues, construídas em 80 conjuntos habitacionais. Segundo o órgão, só de 2005 pra cá já foram entregues 14.382 novas casas à população.”
Isso sim é muito curioso. Se o Ministério das Cidades estipula um déficit de 77mil unidades e já foram entregues 14.382 apenas na gestão Luiziane Lins (!!!!), isto representa 18,7% da demanda. Ou seja, ao menos deveriam ter sumido do nosso mapa cerca de 144 ocupações (fazendo um cálculo bem tosco).
Desta forma, vejo que a matéria do jornal O Povo está reproduzindo a grande falácia da Prefeitura. Quanto a esse assunto, tenho mais outros questionamentos:

Se em toda a história a Prefeitura construiu 12mil casas em 80 conjuntos, ONDE ESTÃO OS CONJUNTOS CONSTRUIDOS NA GESTÃO LUIZIANE? ONDE ESTÃO AS 14.382 CASAS? (pelo o que eu sei foi construído somente o Conj. Rosa Luxemburgo e a Travessa Olical que não chegam a 350 unidades)

Se a prefeitura realmente CONSTRUIU 14.382 NOVAS CASAS, à quem essas casas foram entregues? Porque certamente não foi para a população de áreas de risco ou ocupações. Se fosse sentiríamos sensivelmente a diferença na cidade.

Bem... aconselho aos jornalistas lerem um pouco mais sobre os programas habitacionais a disposição para a população. Aconselho verificar o que significa o Programa de Arrendamento-PAR, que é um programa DO Governo Federal(e não da prefeitura) EXECUTADO pela Caixa Econômica Federal (e não pela HABITAFOR). E que além desse existe carta de crédito e outros programas federais disponíveis. Acredito que a HABITAFOR não esteja CONSTRUINDO tudo isso coisíssima nenhuma, que isso não passa de uma grande mentira reproduzida sem nenhum cuidado pelo Jornal O Povo. As únicas notícias que tenho de ações da prefeitura são assinaturas de Ordens de Serviços (palhaçada. Onde já se viu evento para assinatura de ordem de serviço. Ainda não vi nenhum evento para entrega de 14mil casas!) dos projetos da Rosalina e Maravilha. Esses são os únicos projetos DA Prefeitura que tenho notícias.

Estou ansiosa pela seqüência de matérias que sairão esta semana. Espero que essas questões sejam respondidas, que dêem nomes aos bois, que mostrem onde eles estão, que fundamentem melhor o discurso e que utilizem fontes confiáveis.
Caso contrário eu realmente estou superdesinformada sobre a atuação do poder público no campo da habitação.

Lembrando que a Habitafor construiu apenas 38 casas no primeiro ano e que é realmente uma surpresa tamanho desempenho.
Lembrando ainda que a Habitafor foi a que menos executou orçamento ano passado. (Isso sim que é multiplicar os pães. Amém!)

Ai que saudades das matérias do Madeira. Aquilo sim é que é Jornalista. Coerente, sensato, comprometido. Somente ele até hoje conseguiu fazer matérias sobre desenvolvimento urbano, meio ambiente e habitação de maneira imparcial no Jornal O Povo. Pena que os bons não permanecem nesta redação.

Grata pela atenção

Thêmis Aragão
Arquiteta Urbanista

domingo, maio 06, 2007

Acordando meia noite

Final de semana cheio de eventos. E não estudei quase nada. E não consigo me priorizar. E deixo a vida me levar pelo simples fato de não saber dizer não.
Despedidas de pessoas queridas, shopping com amigas, praia e reencontros.
Esta semana viagem de trabalho, semana que vem horrores de coisas pra resolver, na outra congressos. Quero meu canto com espaço para meus livros. Até quando vou me justificar?

sábado, maio 05, 2007

Me esvaindo

Quando a mim falta serenidade e sobra ansiedade.

Quando estou sem saber por aonde ir e a única coisa que penso é em cair em seus braços. Quando o ar que respiro parece ser pouco e quando chuva cai a única coisa em que penso é em abraçar-te, percebo que estou pela metade e que a cada dia um pedaço de mim se perde.

E nesse labirinto, onde estará meu porto seguro?

A água insiste em me sufocar.

segunda-feira, abril 30, 2007

Libriana de qualquer jeito

Fazendo uma pequena pesquisa no Wikipédia meu amigo Yuri (também libriano do dia 8 de outubro) encontrou:

Libra is the seventh sign of the Zodiac and associated with justice. Individuals born under this sign are thought to have a pleasant, articulate, charming, charismatic, fair, artistic, social, refined, diplomatic, even-tempered and self-sufficient character, but on the negative side, are also thought to be indecisive, flirtatious, extravagant, lazy, analytical, frivolous, impatient, envious, shallow, aloof, and quarrelsome.
In mythology Libra is often associated with the Greek Goddess of Justice, Themis,[1] the Greek mythological figure of Atalanta (meaning balanced), and Astraea (daughter of Themis), who ascended to heaven and became the constellation of Virgo, and carried the scales of justice, the nearby constellation of Libra. Libra is also associated with the Greco-Roman goddess Aphrodite/Venus and sometimes also the goddesses Hera/Juno, Ishtar, Freyja, and Frigg and the god Xolotl.

E ainda disse que me chamo
Θεμις

"Muzzle"

Smashing Pumpkins (básico!)

I fear that I'm ordinary, just like everyone
To lie here and die among the sorrows
Adrift among the days
For everything I ever said
And everything I've ever done is gone and dead
As all things must surely have to end
And great lovers will one day have to part
I know that I am meant for this world
My life has been extraordinary
Blessed and cursed and won
Time heals but I'm forever broken
By and by the way...
Have you ever heard the words
I'm singing in these songs?
It's for the girl I've loved all along
Can a taste of love be so wrong
As all things must surely have to end
And great lovers will one day have to part
I know that I am meant for this world
And in my mind as I was floating
Far above the clouds
Some children laughed I'd fall for certain
For thinking that I'd last forever
But I knew exactly where I was

And I knew the meaning of it all
And I knew the distance to the sun
And I knew the echo that is love
And I knew the secrets in your spires
And I knew the emptiness of youth
And I knew the solitude of heart
And I knew the murmurs of the soul
And the world is drawn into your hands
And the world is etched upon your heart
And the world so hard to understand
Is the world you can't live without
And I knew the silence of the world

domingo, abril 29, 2007

caindo a noite

Sentindo falta de quando eu podia escolher quando ficar só, quando comer, quando chegar em casa. Sentindo falta de te observar enquanto dorme, de não fazer nada a tarde inteira e de comer sanduíche numa pracinha ao final da tarde de domingo. Aff... dias nostálgicos esses.


P.S: Sabia que já tinha visto a antiga interface em algum canto. :P continuo testando...

Relógios

Ai se meu dia tivesse 48 horas. Ou então, se eu tivesse um relógio do tempo e fizesse-o parar enquanto eu lia um livro do Saramago. Melhor ainda seria usá-lo enquanto eu quisesse dormir. (porque às vezes dormir é uma perda de tempo).

sábado, abril 21, 2007

Pequenas grandes coisas da vida

A chuva vai durar o dia todo. Meus livros se empilham por cima da escrivaninha, mas não consigo me concentrar. Devaneios surgem sem maiores explicações. Noites irresponsáveis e ao mesmo tempo mágicas (por que não?). Vontade de repetir a mesma noite por dias, dias, dias e dias. E o contentamento por estar perto dos amigos, por não querer mais da vida além daquilo que tem, por escutar uma boa música e sentir fome de viver. Vontade de um bom vinho...

Vou continuar testando o layout. um dia chego no formato ideal.

terça-feira, abril 17, 2007

segunda-feira, abril 16, 2007

O outro lado do PAN

Incrível como esses modelos a la Barcelona continuam sendo usados para promover a segregação. E viva a cidade do pensamento único. Arhg!

Opinião: JB 19.03.2007
O outro lado do Pan

Miguel Baldez, professor de direito e assessor de movimentos populares

Muito clara a contradição entre a pobreza do povo e a destinação de área da Barra e adjacências aos Jogos Olímpicos e ao conseqüente apossamento da região pela indústria imobiliária e camadas economicamente privilegiadas da população.

Pois, não bastando aos fornos do capital a mercadorização das terras já apropriadas, pretende-se agora, dando seqüência ao processo desencadeado com as obras do Pan, incorporar - às custas da depredação do ambiente social - novas áreas ao projeto, certamente para o lazer de seus beneficiários ou para garantir-lhes preconceituosa limpeza visual. Contam, para tanto, com a ação integrada da União, Estado e município, sem que se possa identificar a quem cabe a parte mais perversa da tarefa, embora o município, conduzido com mão de mestre por seu prefeito, venha dando o melhor de si para arrebatar, com a competente ajuda da especulação imobiliária, o troféu da macabra e nada olímpica competição.

Assim, comunidades historicamente assentadas em áreas contíguas ou próximas da alardeada festa esportiva vêm sofrendo continuadas agressões, de variada mas pouco imaginativa violência. Terrorismo seria a expressão adequada para qualificar as ações da prefeitura. Começam por assinalar com marcas humilhantes, recuperando odiosa prática medieval, as casas destinadas à demolição. Registre-se que na Idade Média o que assustava era a peste. Hoje, no Rio e especialmente na Barra, a peste e o medo parecem estar, para certas autoridades, na pobreza. Depois dessa primeira investida, criado o pânico, os moradores são convocados ao programa da prefeitura ironicamente chamado Morar sem Risco e, lá, coagidos a aceitar, pela perda da moradia e da estabilidade da posse, pagas de pequeno valor.

Sem considerar direitos e o habitat comunitário constituídos no curso do tempo, a prefeitura do Rio de Janeiro, bem coadjuvada pela indústria imobiliária atrás de lucros, quer reservar a Barra e adjacências à vida e ao lazer dos ricos e assemelhados, imbricando-se poder público e poder econômico na mesma estratégia de exclusão social.

O descompromisso ético da prefeitura, em aliança com os governos federal e estadual, ganha cor quando se sabe que a Vila Pan-Americana inclui 17 prédios e 1.480 unidades consideradas de alto padrão, no valor de R$ 300 milhões, financiados com verbas públicas do Fundo de Amparo ao Trabalhador, FAT (dados colhidos em Crea-RJ em revista, nº 60/2006, nov.- dez.).

Usa-se a poupança do trabalhador para expulsar da terra o próprio trabalhador. É como se eles metessem o trabalhador num liquidificador ideológico para lançá-lo, depois de universalizado pela trituração, nos arrabaldes da miséria.

Encobertos pela malha protetora do Pan, prefeitura e empresas imobiliárias continuam difundindo o medo sobre aquelas inúmeras comunidades indefesas, abandonadas inclusive pelos órgãos oficiais que, institucionalmente, deveriam protegê-las, como a bem conceituada (até agora) Defensoria Pública do Rio de Janeiro, cujo comportamento hoje, nas questões de terra, mais parece de mediação dos interesses da prefeitura em face dos comunitários.

Duas exceções institucionais - apenas duas - merecem destaque: o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro, sempre empenhado no apoio ativo às comunidades sociooprimidas, e a Subprocuradoria- Geral de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, incansável na defesa conceitual e concreta da dignidade da pessoa humana neste Estado - este, aliás, o princípio fundamento e cláusula pétrea absoluta da Constituição federal.

O povo do Rio de Janeiro, especialmente as comunidades historicamente sem fala, não pode permanecer inerte diante do apartheid social imposto pela prefeitura, pois a volta à prática das remoções - proibida pela Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro (art. 429), "Constituição municipal"- a todos agride. Resistir à sanha perversa da prefeitura e da especulação imobiliária significa participar da construção da democracia neste Estado. Se deste artigo fosse possível fazer uma singela recomendação, diria: organizem-se e defendam-se, pois quanto à terra e à habitação, as comunidades pobres e subalternizadas do Rio estão sem defesa.

terça-feira, abril 10, 2007

Um dia após o outro

Um pouco de paz, um pouco de mais, um pouco de tudo. E é no passar das horas e dos dias que me sinto consumida. Vontade de fazer nada e tudo ao mesmo tempo. Cadê forças para sair do marasmo? Ai como eu queria que as coisas dessem certo. Pra todos.

terça-feira, abril 03, 2007

Ponto Fraco

A noite cai e as vontades surgem. Pacientemente ela espera. Observa, analisa, avalia. No entanto, o sussurro a desarma. Ela não quer encontrar, pois assim, acaba se perdendo.

domingo, abril 01, 2007

Plano Diretor - A Saga

Esse domingo o jornal O Povo trouxe uma seqüência de reportagens sobre o Plano Diretor. De maneira geral foi uma boa abordagem. Deixou transparecer exatamente quais os conflitos e colocou com todas as letras a intenção do empresariado de “limpar” as áreas de interesse especulativo de população indesejada. Ou seja, os pobres.

No entanto, peço destaque para a seguinte declaração do vereador Carlos Mesquita do PMDB: "O Plano tende punir quem tem terreno, quem constrói. Nunca se vai conseguir acabar com a pobreza porque é algo intrínseco do mundo. Esse plano é injusto, uma maldade com Fortaleza. Os imóveis vão ficar caríssimos" (kkkk Tem melhor distorção?)

Alguns links para conferencia:

A luta continua
Empresários reclamam de limite de altura
Mesquita diz que projeto vai ser alterado na Câmara
Mudar pra manter tudo como está
Prefeitura quer aprovação

sábado, março 31, 2007

Quem me levará sou eu

Dominguinhos

Composição: Indisponível


Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar
Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço contar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar
Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia

De quem souber me amar

terça-feira, março 27, 2007

A grande depressão

E hoje vejo que as pessoas guerreiras estão cansadas. A decepção gerada por aqueles que assumiram o poder e que, para “sobreviver”, negociaram o inegociável acabou assolando os que tentavam manter a essência. Hoje o que mais escuto é: “Não acredito nesse processo.”; “Isso é mais um circo montado para massacrar que já anda fragilizado.”; “Mais um cenário de cooptação”; “Isso são eles (a esquerda) tentando se enganar.”...

E o pior é que hoje não tenho argumentos para defendê-los. Parece um bando de bruxos bradando: “Espelho, espelho meu, existe grupo mais democrático e ético como o meu?”

Enquanto isso o movimento social anda por aí... recolhendo migalhas... sem reagir à truculência pelo simples fato de estarem maravilhados com tanta festa, tanta reunião, tanta “bajulação”. Ô povo cego! Onde então os resultados? Hoje não tenho nem coragem de participar de espaços que antes serviam para avaliar, monitorar e discutir sobre a sociedade. Quem é o louco que vai atuar em espaços dominados? Pra ser fuzilado? Ou escutar um irônico "gente! quem é que está falando de DHESCA? " (Hoje a moda é discutir conjuntura!)

Nossa. Muita gente boa que está abandonando o barco por não conseguir superar a grande depressão. Triste ver a esquerda mirando contra parceiros com o discurso burro de “se não está comigo está contra mim”, perdendo sua base de sustentação e ficando mais fácil de ser engolida pelos tucanos.

Mas como minha mãe diz: “A gente colhe o que planta.”

domingo, março 25, 2007

Tendo mais o que fazer

E o Yahoo notícias: “Pelo 2º dia, neblina interdita aeroporto em Guarulhos

E a Lilan Bife Kibe: “ E a CPI do apagão não decola”

E eu : “ Pois é... tá na hora de chamar São Pedro pra depor. Ele realmente deve estar mancumunado com o Lula.”

vem comigo?

E num domingo desses, ao navegar na internet, percebo como o mundo anda doentio. O mundo de notícias de crianças encarceradas, vídeos de suicídios, mortes por intoxicação por produto de beleza... aff...

Melhor é deitar na minha rede, ler meus livros ou assistir um filme abraçadinho com alguém (estilo namoradinho). Porque a melhor coisa para mim é viver as coisas simples da vida, como olhar para o céu e se surpreender com o vento que entra pela janela. Queria compartilhar isso mais vezes.

quinta-feira, março 22, 2007

Piada do dia

Mal terminei de escrever a última postagem e recebo o seguinte e-mail repassado por amigos:

A Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza - HABITAFOR, em parceria com o Ministério das Cidades e a interveniência da Caixa Econômica Federal, estará realizando no próximo dia 26 de março de 2007 (segunda - feira), a partir das 10:00 horas, a Assinatura da Ordem de Serviço das Obras de Urbanização da Comunidade Maravilha e seu Entorno.
Ressaltamos que o referido empreendimento trata-se de uma obra financiada com os recursos oriundos do Programa Habitar Brasil / BID (PHBB).
É oportuno frisar que serão assistidas diretamente 606 famílias que vivem em condições precárias.
Diante do exposto, gostaríamos de contar com vossa presença no referido evento e pedimos confirmar presença pelos telefones: (85) 3488-3376 / 3377 ou pelo E-mail: olindamarques@ fortaleza. ce.gov.br.
Sem mais, aproveitamos o ensejo para reiterar nossos laços de estima e parceria.

Atenciosamente,

Olinda Marques
Presidente da HABITAFOR

bem... essa eu quase morro de rir!
kkkkkk
É muuuuita falta do que inaugurar para estar fazendo solenidades para assinar ordem de serviço.
Nunca ouvi falar nisso. É a estratégia política de marketing mais idiota que já vi. Eles pensam que nós somos imbecis? Mas agora vou me preparar para a inauguração da Maravilha. Se a assinatura de um termo administrativo que se dá no cotidiano de instituições públicas é assim, imagine o festão que será a inauguração? Tomara que eles tomem cuidado e façam uma festa diferente da do Reveillon

Reforma administrativa Blá, blá, blá

Na minha rotina diária de ver o que anda acontecendo nessa Fortaleza nem tão bela assim, vejo a notícia mais esperada para os que fazem parte da administração: A reforma administrativa.

Infelizmente, e mais uma vez, a prefeita mostra seu desprezo pelas questões urbanas e de habitação. A proposta apresentada por etapas prevê, em um primeiro momento, temas como Esporte, cultura e assistência social. Temas importantes, admito. No entanto, vale lembrar o quadro de sucateamento da máquina administrativa no que diz respeito ao órgão de promoção da política habitacional.

A HABITAFOR foi criada em 2004 absorvendo as atribuições da antiga COMHAB no desenvolvimento da “política habitacional de interesse social” para o município de Fortaleza, que, apesar de ineficiente na era Juraci, hoje continua na mesma, mas configura como um verdadeiro pardieiro de técnicos terceirizados e sem nenhuma gerencia. Um órgão cheio de gente, mas que não consegue fazer quase nada.

No início da gestão, contava-se com míseros 38 funcionários contando do presidente da fundação até o motorista. (não é de se admirar que não se tenha feito muita coisa na era Juraci). Porém, o minguado corpo técnico da gestão PMDB conseguiu licitar grandes projetos como o da Lagoa do Opaia e Aracapé, coisa que a inchada HABITAFOR não conseguiu até agora. Mesmo quando projetos que já possuem previsão orçamentária e recursos disponíveis, como o da Comunidade Maravilha, estejam prontos a mais de 1 ano esperando ordem de servico.

A verdadeira política do “Samba do crioulo doido” desempenhada pela HABITAFOR pode ser reflexo da gerencia débil do órgão que não consegue impor o desenvolvimento organizacional da instituicao. Lembremos que a HABITAFOR não possui servidores próprios. Os que estão lá ou são emprestados de outras secretarias ou “cargos de confiança” ou terceirizados. O que não garante continuidade nenhuma às ações. Principalmente no que tange ações no campo da habitação, resultado que depende essencialmente de planejamento e gestão a médio e longo prazo. Porque casa não se dá em árvores. Na HABITAFOR não existe efetivo planejamento e evidente continuidade de políticas, assim como não consegue coordenar suas ações. Quando essa administração passar não vai restar muita coisa. A próxima administração vai usar aquele discurso de estar “arrumando a casa” para justificar a completa incompetência da gestão das políticas habitacionais. Discurso este que a Prefeita não se cansa de usar mesmo já tendo passado na metade do seu mandato.

Concurso público? Claro! Seria ótimo. Recuperar a capacidade técnica-administativa para acessar novos recursos seria a melhor saída. Sim!!! Consolidar a máquina estatal e eliminar 90% dos cargos reservados para os familiares dos vereadores que usam disso para negociar seu apoio político com espaço nesse loteamento promovido pela prefeitura. Eliminar práticas clientelistas e demarcação de currais eleitorais em prol do desenvolvimento de políticas sociais. CLARO! OBVIO! Mas... os míopes da prefeitura anunciam concurso da guarda municipal e sinalizam o da secretaria de finanças. Para essa falsa esquerda que abandonou o dircurso do método o que deixa transparecer é: vamos ampliar os mecanismos de controle social (a guarda municipal) e os órgãos de capitação de recursos(SEFIN). Qual é a estratégia? Porrada e impostos! Ó-TE-MO. Mas para disfarçar isso tudo vamos começar pela Assistência Social, Cultura e Esportes. Voltemos ao “Pão e Circo”!